| PT - pediu cargo no PanAmericano após compra pela Caixa |
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| Saúde - Geral | |||
| Escrito por Cyro Moulin Rego | |||
| Qua, 21 de Setembro de 2011 07:28 | |||
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Em janeiro de 2010, semanas após a venda de parte do PanAmericano para a Caixa Econômica Federal, executivos do banco reclamaram de pedidos do PT para abrigar pessoas ligadas ao governo, informa o "Painel", publicado na Folha. Em e-mail obtido pela Polícia Federal, o então presidente do banco, Rafael Palladino, relata lobby para contratar Demian Fiocca, o ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) . "O currículo dele é excelente, mas para ser presidente de empresas enormes, e não diretor do banco", reclama. O inquérito da PF sobre o socorro ao PanAmericano revela que Luiz Gushiken manteve contato direto e frequente com o então presidente do banco tanto em 2009, quando este teve 49% de seu controle adquirido pela Caixa Econômica Federal, como em 2010, quando veio à tona o rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição criada por Silvio Santos, informa o "Painel", editado por Renata Lo Prete, e publicado na Folha. A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha). Entre os e-mails reproduzidos na peça policial, há um intitulado "igrejas evangélicas", no qual o ex-ministro de Lula pede a Rafael Palladino que as "reuniões de fechamento" com a 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Paulínia e "outras congêneres" ocorram somente com sua "anuência" e "participação". Gushiken pretendia, segundo suas palavras, "evitar o by passe (sic)". O e-mail é de junho de 2010, cinco meses antes da quebra do banco. Embora tenha recebido respostas reasseguradoras, o petista voltou a escrever a Palladino em julho para se queixar: "Pergunto-lhe por que razão estou excluído das tratativas". O contexto da conversa sugere que se trate de contratos de crédito consignado. O ex-titular da Secom, que mesmo depois de deixar o governo no rastro do mensalão manteve influência sobre fundos de pensão, prestou ao PanAmericano uma consultoria em bases jamais esclarecidas. Em e-mail de março de 2009, Palladino pede a subordinados a compra de um "brinde para o sr. Luiz Gushiken".
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