Um dos mais geniais artistas da música brasileira , o jovem sobrinho do Tim Maia dá entrevista exclusiva para o ESNEWS . Fala basicamente de vinho, sua paixão. Ed se tornou um especialista no assunto. O badalado artista percorre o País divulgando mais um disco de sua bela obra musical. A caricatura é do talentoso Cláudio Teixeira que gentilmente nos cedeu seu trabalho para essa reportagem especial Confira:
Por: Cyro Moulin Rêgo (Cirinho do Rio Doce)
Quando começou a tomar gosto pelos vinhos?
Salve Cyro! Foi através de minha mulher Edna há exatamente 20 anos atrás. Eu não bebia nada antes dela que apresentou as primeiras garrafas em nossa mesa.
Você , pelo que se percebe, é de extrema apuração em tudo que faz,principalmente na área musical e não deve ser diferente sua relação com os vinhos, não?
O que tenho curiosidade tenho interesse obsessivo de pesquisa, estudo, e o vinho faz parte dos meus grandes interesses.
A sua participação em Domingos Martins (ES) deixou saudades?
Claro, eu sou movido a saudades!
Para quem está iniciando na arte de apreciar um bom vinho, o que aconselha?
Aconselho os crus da região de Beaujolais, como Morgin, Chiroubles,Julienas, Fleurie, etc. São fáceis de beber e já mostram boa complexidade de fruta coerente com terroir. Os tintos e brancos do sul da Itália e os Portugueses que utilizem as castas locais e não beber um cabernet sem ser de Bordeaux , apesar que pra mim a Itália chega junto principalmente nos Merlot
Preço elevado por uma garrafa é sinal de que o vinho é bom?
Fala-se muito disso, claro que existem vinhos baratos ou de preço médio com grande nível de prazer mas o que se conhece dos vinhos ditos caros são realmente bons ou espetaculares a verdade é essa.
Quantas unidades tem a sua adega e qual é o seu preferido?
Eu tenho uma dessas adegas-geladeira de 300 garrafas nunca fica cheia porque o consumo é alto. Meus favoritos sãos os franceses brancos e tintos da Borgonha na França e os Barolos e Barbarescos italianos do Piemonte.
Com uma agenda extensa, já visitou vinhedos no exterior?
Só em Portugal, na Bairrada que foi muito interessante, mas não tenho muito interesse na vida do campo, sou um urbanóide, sou a cadeia final do que é produzido com cuidado por essas pessoas. Um amigo que conhece minhas fobias de urbanoide diz que eu devo beber os meus adorados Borgonhas em casa porque não é exatamente o lugar que eu me sentiria a vontade.
O vinho francês experimenta queda em suas vendas. Isso significa que o produto piorou ou melhorou a qualidade do vinho outros países produtores?
A concorrência é grande com os vinhos do novo mundo que para quem tem um paladar menos exigente já atende a função de um vinho. Existem vinhos bons no novo mundo, mas o velho mundo é imbatível em elegância, qualidade de fruta etc.
O vinho brasileiro é bom?
Eu já bebi bons, o Cave Ouvidor branco de Garopaba SC, o Vallontano tannat, o cabernet do Werner Schumacher, o sauvignon blanc e o cabernet top da Villa Francioni, os vinhos cheis de estilo do Marco Danielle. Melhorou muito, tem coisa boa sim.
Usa alguma taça em especial, ou não tem nada a haver?
Tudo a ver, uso Riedel que é inegavelmente a melhor
O prazer de saborear um bom vinho se aproxima mais com a solidão, uma boa música , ou uma linda mulher?
Háhá!! Essa é Boa, Cyro! As sensações são variadas, depende de nosso estado emocional, e se o vinho é sempre coadjuvante podemos perceber as nuances de comportamento podemos vira galã ou chorões (risos)
Já pensou em escrever um livro sobre o assunto?
Sim algo com música como parelos etc.
Porque abandonou os vinhos de Bordeaux ?
Já faz tempo isso. Começou o interesse pelos vinhos do Rhône quando caí na Borgonha achei os Bordeaux pesados, enjoativos, ressaca certa mesmo de um Latour da vida. St Emilion e Pomerol tem mais elegância são os "Borgonhas" bordaleses. Meu Bordeaux favorito é o Ch. Trotanoy, nunca bebi um ruim. Eu implico, não compro mas gosto de Bordeaux é claro.
Quando vai tomar um bom vinho em casa, quem chama?
Eu e minha mulher, essa é a combinação perfeita sempre. Uma vez li numa revista Decanter várias pessoas envolvidas com vinho comentando o que fariam na virada de ano novo e o Michael Broadbent disse que ia ficar em casa em abrir uma Pol Roger com a mulher! Esse falou minha língua, eu faço isso sempre que posso religiosamente todos os anos, só eu e Edna minha mulher.
Caso eu tenha um show eu mesmo assim tenho o momento especial mesmo com ela depois.
Porque o brasileiro toma pouco vinho?
Falta comida, saúde, educação, o vinho é algo inegavelmente elitizado, um supérfulo diante de tanta coisa que falta de básico pra infelizmente uma grande maioria.
Na arte do vinho, qual o desejo que ainda não realizou?
Beber um Romanee Conti e um Montrachet também DRC do ano que nasci 1971, safra boa na Borgonha.
Bom, por fim, na área musical tem novidades para seus milhares de fãs?
Estou excursionando pelo Brasil com meu novo disco PIQUENIQUE, segundo a imprensa uma volta ao pop o que de fato é verdade.
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