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DESTAQUE: Protesto na estrada do Pontal “20 anos de sofrimento e descaso. Agora chega”, diz líder do movimento PDF Imprimir E-mail
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Notícias - Linhares
Escrito por Élida Oss   
Qua, 05 de Maio de 2010 08:41
Élida Oss 

Eles alegam que cansaram de esperar e após reuniões e alguns votos de confiança para as autoridades e a Petrobras, radicalizaram e fecharam os principais acessos para a região de Pontal do Ipiranga afirmando que o veto deixará de existir somente após a garantia de que a estrada será asfaltada.

Ao todo são 19 barreiras, sendo a principal na rodovia que é utilizada para quem quer ir ao Pontal do Ipiranga, cujo total de 54 quilômetros ainda conta com 25 de estrada de chão. Desde que vetaram a passagem de veículos, no último dia 27, só é permitido o vai e vem de veículos de moradores e de carros que fazem escoamento dos muitos produtos que movimentam a economia na região. Juntas, as comunidades de Pontal, Regência, Povoação, Degredo, Agrovila, Barra Seca e Urussuquara somam mais de 10 mil pessoas.Carlos Henriques Gomes, líder do movimento, exibiu para o ESNEWS notícias de jornais dando conta de que o asfalto chegaria. Ele contou que foram dados quatro votos de confiança para as partes envolvidas na obra e que três dias após o início do bloqueio foram procurados. O resultado foi a petição do quinto voto de confiança. ”Chega, não aceitamos mais, não seremos mais enganados. Só vamos liberar a estrada quando tivermos a garantia da obra. São 20 anos de sofrimento e descaso”, resumiu.E o aparato montado na barreira é respaldo para as palavras de Carlos. Até banheiros químicos foram montados na base que conta também com bebedouro, cozinha, área recreativa, churrasqueiras, e muitas barracas de camping. 

Revezamento – vestindo a camisa com dizeres de apologia ao movimento, os manifestantes se revezam entre si de forma que a barreira nunca fique sem quatro ou cinco deles para vetarem o acesso de quaisquer veículos que tenham logomarcas de empresas nas portas ou placas de outras cidades. Eles ficam ali, como sentinelas, dia e noite, ininterruptamente. “Alguns tentam inventar argumentos para poder passar, mas não aceitamos. Aqui só passa quem mora na região ou vai abastecer o comércio na região, mas mesmo assim, de forma limitada”, explica um sentinela. 

 

Pretexto para passar – De nada adiantou o consultor comercial Jeová Souza Lima sair da Serra, na Grande Vitória, para resolver questões da vida profissional em Pontal do Ipiranga. Pelo o menos é a afirmativa de um dos homens que estava no movimento. “Ele não passa porque sabemos que está falando mentira”, explicou.O ESNEWS conversou com Jeová, cujo veículo que conduzia tinha a logomarca de uma empresa: “Eu quero visitar minha tia na Fazenda Pirajá”, disse ele.Outro homem que, segundo um sentinela, tem “cara de empresário”, conseguiu convencer os vigilantes da barreira e passou, mas não quis dar entrevista alegando estar “com muita pressa”.Por dia, conforme contabilidade dos sentinelas, mais de cem veículos são barrados no local. 

Salão recreativo Os manifestantes tentam fazer de tudo para passar o tempo, já que estão morando no local da barreira desde o último dia 27, quando a estrada foi fechada a partir das 2 horas da madrugada. Eles têm a disposição uma mesa de sinuca, baralhos, bingo, dominó e um telão para assistirem todas as reuniões que participaram com autoridades a fim de discutirem o asfaltamento da estrada. O local é iluminado graças a um gerador de energia elétrica cedido por um fazendeiro. 

 

Alimentação – Comer do bom e do melhor é uma frase que retrata a vida dos manifestantes: eles receberam apoio de varejistas, fazendeiros e empresários para uma estrutura básica de uma cozinha industrial. Mulheres que também aderiram ao movimento revezam-se entre si para que o almoço, o jantar, o café da manhã e lanches sejam servidos rigorosamente.Não falta carne. Para se ter uma idéia, o líder do movimento, Carlos Henriques Gomes, disse que foram doados cinco bois abatidos e que outros quatorze estão na fila.Um bebedouro com água mineral geladinha fica a disposição dos manifestantes, sem falar em refrigerantes e água de coco. “Tudo é doação”, relata Carlos. 

Depoimentos – Inconformado por ter lavado o carro em casa, no Pontal do Ipiranga, e visto o veículo todo empoeirado ao chegar ao local da barreira para fazer parte da manifestação, o aposentado Adalto José de Souza 64 anos, desabafou: “É um absurdo esse descaso para conosco. Tiram o ouro daqui, dão os royalties para a prefeitura e o Estado, enquanto nós ficamos comendo poeira”.Os senhores Arlindo Capelini, de 81 anos; Onervaldo Soprani, 62 e Carlos Helio Bernabé, 63, também estavam inconformados e disseram que estarão entre os manifestantes enquanto o movimento persistir. 

Na Câmara Municipal – Na sessão da ultima segunda-feira, o vereador Claudiomir Avancini (PRB), o Claudinho do Pontal, falou sobre o protesto e foi aplaudido por alguns manifestantes que prestigiaram parte dos trabalhos do Legislativo. Ele também recebeu apoio dos vereadores Juca Gama e Baixinho Macaqueiro.Antes de falar sobre o protesto destacou que no entra e sai de governo municipal, a rede de esgoto acabou mesmo nas fossas: “Na Administração de 97 a 2004 implantou-se a rede de esgoto no Pontal e gastou-se milhões dos cofres públicos. Pena que não funcionou. Tivemos que depender mesmo das fossas e de caminhões para limpá-las. Aí veio a administração seguinte, que ignorou a continuidade da obra e em seguida veio o governo atual, que poderia muito bem acertar o erro que cometeu no passado. Mas aconteceu o contrário, pois até afundar o Forró Pontal, afundaram. Claudinho acompanha de perto o movimento dos moradores e comerciantes da região de Pontal do Ipiranga, e disse que também reivindica o beneficio por sofrer com a falta do asfalto.

 

Mais Fotos:

 

 
   
  
  
  
  
  
   
   
Comentarios (4)add comment
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escrito por Thatha , maio 07, 2010

Parabens pela materia
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escrito por João Marcos Crespo , maio 07, 2010

Estava procurando essa manchete para ver as fotos que a jornalista Élida fez. Tive o prazer de estar passando por lá quando ela fazia a entrevista. A jornalista também parava as pessoas que queriam passar e perguntava tudo. Teve um homem que saiu em disparada com o carro após conseguyir passar e foi o que falou que tava com pressa. kkkkkkkkkkkkkkkkk.

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escrito por Vitor , maio 05, 2010

Boa matéria!!!
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escrito por Ana Labartini , maio 05, 2010

Eu vou participar também!
Muito organizado mesmo, parabens!
Tem até churrasco!

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