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Repórter diz ter sido ameaçado por vereador de Santa Maria de Jetibá, político nega PDF Imprimir E-mail
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Notícias - Estado
Escrito por Izabela Vasconcelos   
Qui, 04 de Fevereiro de 2010 19:23

Da Redação

O repórter Julio Huber, do jornal A Tribuna, afirma ter sido ameaçado pelo presidente da Câmara de Vereadores de Santa Maria de Jetibá, Nelson Miertschink (PSDB), (foto), ao investigar gastos de viagens dos políticos durante recesso parlamentar.

O vereador admite que se irritou com o jornalista, mas diz que em momento algum o ameaçou.

De acordo com o repórter, seu colega, o jornalista Pedro Callegario, havia ligado para o presidente da Câmara para tentar marcar uma entrevista sobre as viagens dos vereadores, mas Miertschink disse que só poderia falar sobre o assunto pessoalmente. No dia seguinte, na terça-feira 02/02, Huber se dirigiu à Câmara, mas o parlamentar disse que não poderia atendê-lo porque o repórter não havia marcado horário e tinha uma reunião em Vitória.

Repórter afirma que foi intimidado
Huber afirma que seguiu o vereador para registrar algumas fotos dele e da fachada da Câmara, e depois foi perseguido por um dos motoristas da Casa. ”Essa pessoa chegou e fez fotos da placa do meu carro com o celular. Eu perguntei por que ele estava fazendo aquilo, aí ele respondeu que já havia puxado minha ficha”.

O repórter conta que ficou assustado com a situação e decidiu registrar um boletim de ocorrência no mesmo dia. Ainda na delegacia, recebeu o telefonema do presidente da Câmara. “Ele estava muito nervoso, disse que seria melhor não publicar a matéria, que eu ia me arrepender e me xingou muito, disse coisas absurdas”, conta Huber, que prestou queixa contra o vereador e saiu da cidade escoltado pela polícia.

Vereador nega ameaças
O parlamentar se defende e diz que o motorista não sabia da situação, nem tirou foto da placa do carro do repórter. O presidente da Câmara também nega ameaças contra o jornalista. “Ele (motorista) estacionou o carro perto do jornalista e ficou no estacionamento apenas mexendo em seu celular, não tirou nenhuma foto”. Segundo o parlamentar, o funcionário da Casa chegou naquele momento à Câmara e não conhecia o jornalista.

“Depois o motorista me disse que ia ser preso. Eu não sabia de nada. Então liguei para o jornalista. Eu realmente engrossei com ele, mas não fiz nenhuma ameaça, falei, inclusive, que ele poderia gravar nossa conversa. Ele que me coagiu, me perseguindo e tirando fotos na Câmara”, explica o vereador.

Huber conta que no dia seguinte ao telefonema do presidente da Câmara, o político ligou para o repórter Pedro Callegario, que fazia a reportagem ao lado de Huber, para explicar os gastos dos vereadores com as viagens. O parlamentar confirmou que seis vereadores viajaram a Congresso e tiveram um gasto de R$ 21 mil em diárias. Segundo o político, não há irregularidades nos gastos, e os vereadores participaram de um evento de aperfeiçoamento profissional.

Manifestações
O caso foi criticado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Espírito Santo, que emitiu uma nota de repúdio, e por jornalistas em blogs e no Twitter. O vereador criticou a repercussão do caso e disse que é desproporcional. “Eu vi o que estão dizendo no Twitter, parece até que estou numa guerra na Palestina. Eu não sou o que dizem, todos aqui sabem”, contestou.

Huber declarou que A Tribuna continuará a matéria sobre os gastos da Câmara e espera que o episódio não se repita.

Fonte: Comunique-se

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