Com cerveja, piscina e alegria de sobra, campeões fazem festa em San Juan PDF Imprimir E-mail
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Esporte - Volei/Basquete
Escrito por redação Multimidia - Plantao   
Seg, 07 de Setembro de 2009 16:54

Enquanto os torcedores de Porto Rico ainda caminhavam para as saídas do Coliseu Roberto Clemente, uma animada volta olímpica dentro da quadra já revelava qual seria o tom da comemoração pelo título da Copa América. Com o troféu de mão e mão, os brasileiros cantavam, gritavam e dançavam. Era só o começo de uma longa noite de festa em San Juan.

Da quadra, os campeões tomaram os corredores do ginásio e subiram as escadas rumo ao vestiário. A portas trancadas, festejaram entre eles durante meia hora. Após quase dois meses de treino e duas semanas de privações na capital portorriquenha, tinha chegado a hora de extravasar. Ainda eufóricos, os jogadores desceram as escadas deixando um rastro de garrafas de cerveja vazias no chão do vestiário e o cheiro forte dos charutos que simbolizavam a vitória.


Ao cruzar o gramado do lado de fora do ginásio para pegar o ônibus da delegação, mais festa. No pequeno aparelho de som levado por Jonathan Tavernari, o hit era “Chora, me liga”, na voz da dupla sertaneja sul-matogrossense João Bosco e Vinicius. “Chora, me liga, implora meu beijo de novo / Me pede socorro / Quem sabe eu vou te salvar”.

Quem precisava de salvação àquela altura era Tiago Splitter, o único do elenco que não estava dançando no gramado. Selecionado para o exame antidoping, o pivô já estava há quase uma hora na sala de controle para colher a amostra de urina. E nada.

Um comitê de resgate, portanto, resolveu dar uma forcinha. Os jogadores saíram desembestados para dentro do ginásio, cruzaram a quadra já vazia aos berros e chegaram até a salinha. Ninguém pôde entrar, mas isso não impediu a farra e a gritaria do lado de fora. Menos de um minuto depois, Splitter saiu pulando de dentro da sala, e o caminho da volta foi percorrido com a mesma gaiatice.

Com os jogadores de volta à área onde estava o ônibus, o técnico Moncho Monsalve desceu do veículo para tirar fotos com a comissão técnica. Para manter a fama de bravo, reclamou da qualidade do troféu da Copa América, mas o fez com um raro sorriso largo no rosto. Até para o comandante, o momento era de descontração. 

Leandrinho dançava com a mulher, a atriz Samara Felippo, e o restante dos jogadores ia na onda. Em meio a dezenas de garrafinhas de cerveja, Tavernari brincava:

- Não tem uma água para mim? – perguntava o jogador, que segue a religião dos mórmons em Salt Lake City, cidade onde mora e para onde volta nesta segunda-feira, com casamento marcado para quarta. 

Após muita bagunça, o ônibus finalmente partiu e chegou ao hotel pouco depois da meia-noite, no horário local (1h no Brasil). Os campeões foram direto para a piscina e mergulharam de roupa e tudo, observados por hóspedes. Bem que tentaram levar Moncho para um mergulho, mas o técnico resistiu e subiu para jantar. O jeito foi caçar o diretor Vanderlei. Huertas veio correndo com ele, e os dois pularam juntos dentro d’água. Após meia hora de festa na piscina, os atletas foram saindo, um por um, e subindo para seus quartos.

Fim de festa? Nada disso. Para alguns, era só o começo. Huertas, Splitter, Varejão, Olivinha, Diego e Giovannoni ainda pegaram um táxi – sim, cabem seis pessoas nos táxis de San Juan – e foram curtir a noite da cidade.

Minutos antes de sair, no entanto, Huertas deu uma escapada até o bar do hotel. Lá estava Carlos Arroyo, o portorriquenho que errou o último arremesso na grande final, com um bom humor surpreendente para quem acabara de perder um título. O armador da seleção brasileira pegou a camisa usada por Arroyo na partida, e os dois trocaram alguns dedos de prosa. A diferença é que, depois da rápida conversa, um deles continuou no bar afogando as mágoas, enquanto o outro embarcou no táxi para celebrar a conquista. 

Fonte: www.g1.com.br

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