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Da Redação
Ele é conhecido como um dos últimos remanescentes da boa e velha malandragem carioca na música que, junto com Bezerra e Moreira da Silva, marcou época.
Mas Carlos Roberto de Oliveira, 64 anos, mais conhecido como Dicró - ou o Terror das Sogras -, acertou na loteria e agora tira onda de bacana no "Fantástico". O cantor foi convidado para participar do quadro “Repórter Por um Dia”, mas seu jeito e suas tiradas engraçadas agradaram tanto que ele foi ficando, ficando... A participação do cantor no "Fantástico" só foi interrompida na semana passada, quando ele passou mal e foi internado no Rio de Janeiro, com crise de pressão alta e excesso de glicose no sangue. Nada que pudesse tirar o seu humor, e ele pôs a culpa do mal-estar no champanhe mais caro do mundo que ele tomou no último programa, e cuja taça e custava R$ 75 mil.
“Estava cansado e tenso porque a produção do Fantástico queria me levar para Paris. Mas acho que a culpa mesmo foi do champanhe. Acho que estava estragado”, diz rindo.
E foi para saber como ele está se recuperando e de seus novos planos profissionais – que incluem um projeto para o “Zorra Total” -, que fomos conversar com esse bom malandro. Confira! Dicró: ele diz que agora parou de beber... cachaça e só bebe uísque Já tinha tido esse problema de saúde antes? Sou diabético, então a glicose estar alta, eu entendo, mas nunca tive problema de pressão. Mas já estou me cuidando e tomando os remédios.Também andava tenso porque a produção do "Fantástico" queria me levar para Paris, mas eu não queria ir, não. .Ouça aqui alguns dos sucessos de Dicró
Você não queria ir para Paris? Estou meio assim. Já estive na Europa uma vez, e brasileiro é maltratado logo na chegada. Em Lisboa, já no aeroporto, um guarda me perguntou “Vais aonde negão?”. Quando fui aos Estados Unidos também me aconteceu um lance estranho. Estávamos eu e o Bezerra da Silva no mesmo voo, bebendo no avião. Fui tentar ir ao banheiro, mas não pude porque o avião ia aterrisar. Quando desci no aeroporto, fui louco atrás de um banheiro. Quando li “Woman”, pensei: “’Woman’ é banheiro de homem e entrei. Saquei a arma, comecei a urinar, quando entra uma gringa e começa a dar chilique. Falei:”Calma, dona! O bicho é brabo, mas está na mão de homem (risos)”. Como surgiu o convite para participar do quadro no “Fantástico”? Fui convidado para apresentar uma edição do “Repórter Por um Dia”. Gravei em Jurerê Internacional. O quadro agradou, e a direção da Globo pediu para eu continuar. Nessa, eu me dei bem. Fui para Búzios, tirar onde de rico em São Paulão e na São Paulo Fashion Week. Mas achei sacanagem o que os estilistas fazem com as mulheres. Elas são tão magras que não usam absorvente, um “band-aid” resolve (risos). Em qual dessas situações você quis muito ser rico para poder repetir a dose? Ah, o cruzeiro de navio que fiz para comemorar meu aniversário de casamento. Eu me senti o Leonardo Di Caprio, no Titanic. E qual delas achou que era o maior desperdício de dinheiro? O que gravei por último, em que andei de limusine por São Paulo, tomei uma taça de champanhe que custava R$ 75 mil e fui andar de Ferrari. Aquilo é uma ignorância porque você não tem estrada em São Paulo para andar com aquela potência toda, nem no Rio. E o bonito do carro é o ronco do motor. Na verdade, quanto mais dinheiro tivesse, mais simples seria o lugar em que iria morar, e lá seria um sheik. Agora, duro morando perto de duro, só ganha porrada. Por isso que eu entendo o Adriano. Ele está certo em gostar da favela dele. Lá, ele é tratado bem pelo que ele é, não pelo que tem. Mas confesso que gosto mais da noiva dele, que bateu no Flamengo. "Entendo o Adriano. Ele está certo em gostar da favela dele. Lá, ele é tratado bem pelo que ele é, não pelo que tem." Mesmo com esse problema de saúde, você continua no Fantástico? Sim, só me deram um descansinho para eu me recuperar. Se tudo der certo, embarco para Paris na outra semana. Depois, ainda quero ver se vou para o “Zorra Total”. Tenho um personagem, o Carlinhos Xilindró, que é um preso que quer o direito de continuar preso, e quero mostrar para o Maurício Sherman, diretor do programa. O cantor gostou do Cruzeiro, mas "gongou" a SPFW De onde veio essa implicância com a sogra? Sei lá, minha sogra era uma coisa linda. Tinha boca e não falava. Acho que os homens de um modo geral falam mal das sogras brincando. Sogra só não gosta do genro quando ele está desempregado ou trata mal a filha dela. A minha só falou mal de mim uma única vez, quando estava sem trabalho. Mas dei sorte, comecei a vender bem os meus discos e logo, logo, a Dona Edite já estava me paparicando de novo.
Teve uma época em que sua música bombou, mas teve uma fase ruim também, em que você começou a vender CD nas ruas. Como foi isso? Minha carreira sempre teve muito desses altos e baixos. Na década de 70, cheguei a vender 1 milhão de discos. Mas como nunca tive empresário, a coisa não se mantinha. Quando a coisa apertou, o Agnaldo Timóteo me deu essa dica de vender CD na rua. Fui e me dei bem. Cheguei a vender até 500 por dia. Foi assim que comprei minha casa de praia.
Como surgiu a inspiração para compor a “Melô da Galinha”? Essa música é do Pedrinho da Flor, que me deu para gravar, mas dei uma mexida, e só ficou a primeira parte dela. A princípio, fiquei meio assim de falar mal das mulheres, mas quando ouvi certos funks chamando a mulherada de cachorra, resolvi apostar. Elas começaram a colocar a música para implicar com vizinha, com prima. Sei de gente até que está sendo processado por causa disso (risos).
O assédio aumentou muito depois da participação no "Fantástico"? Aumentou, sim. Só fico p.. da vida quando o cara chega para tirar foto com celular. Até gosto de tirar foto, mas você fica ali paradinho, quase um minuto, e no final você pergunta: “Foi?” E ele:”Não, acabou a bateria.” Matéria retirada na íntegra do site g1
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