| Governo trabalha lideranças para neutralizar Casagrande |
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| Colunistas - Entrevista Especial | |
| Escrito por Renata Oliveira | |
| Sex, 31 de Julho de 2009 21:58 | |
Depois que conseguiu tirar o prefeito de Vitória, João Coser (PT), da disputa para a sucessão estadual no próximo ano, o governador Paulo Hartung tem intensificado o trabalho para tentar isolar a candidatura do senador Renato Casagrande (PSB/foto). O objetivo desse esforço é evitar uma candidatura que ameace a eleição do vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) Para isso, o governador tem atuado de duas formas. A primeira é no sentido de mobilizar as forças políticas que giram em torno de seu projeto hegemônico para que se concentrem todas no palanque de Ricardo Ferraço. Para os meios políticos, a intenção do governo é deixar Casagrande sem apoios políticos. A única exceção é o grupo do ex-prefeito de Vila Velha Max Filho e do ex-governador Max Mauro (ambos a caminho do PTB), que estarão no palanque do deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) devido ao acordo nacional entre as siglas. Outra forma de atuação do governador para tentar evitar a candidatura de Casagrande é tentar cristalizar junto à classe política a ideia de que o senador não poderia disputar a eleição contra o seu candidato ao governo. Para interlocutores, o objetivo é passar a mensagem de que a candidatura de Casagrande iria de encontro ao arranjo político estabelecido no Estado, já que o governo teria ajudado a eleger Casagrande e por isso ele não teria o direito de reivindicar o governo. A expectativa nos meios políticos é sobre como o senador vai reagir a esta tentativa de isolamento. Para tentar superar o cerco do governo, Casagrande contará com a imagem conquistada no Senado, o que está acontecendo também com Luiz Paulo, que firma sua candidatrua ao governo na boa imagem de gestor público e parlamentar importante do ninho tucano. Com todas as forças políticas em torno do palanque de Ricardo Ferraço, os outros dois pré-candidatos vão ter que partir para a captação de votos, diretamente junto ao eleitor. Podem contar também com as forças descontentes com o governo do Estado, núcleos silenciosos que estariam aguardando uma oportunidade para se levantar. Estas forças estariam, sobretudo, no interior do Estado, e com a proximidade da saída do governador do palácio Anchieta podem buscar candidatos em potencial para apoiar. Se os três nomes colocados até agora efetivarem suas candidaturas, a disputa do próximo ano será acirrada, e poderá levar o pleito para o segundo turno. Um risco para o governador, que pretende, por meio de seu vice, manter seu projeto hegemônico nos próximos quatro anos. Fonte:www.seculodiario.com.br
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