| Entrevista da Semana - Major Wildelson Nascimento de Faria |
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| Colunistas - Entrevista Especial | |||
| Escrito por Redação Multimidia | |||
| Qui, 03 de Setembro de 2009 15:51 | |||
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Segurança. Palavra que pesa na vida de qualquer pessoa seja na rotina diária ou na profissão. Em Linhares, Norte do Espírito Santo, neste ano de 2009, a média de homicídios de janeiro a julho ficou estagnada em 12 registros, e caiu para 04 em agosto. O entrevistado da semana é o Major Wildelson Nascimento de Faria (43), comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar local. Confira.
.Na vida militar existe uma espécie de “herança” na família. O avô é militar, o pai é militar, o neto acaba sendo militar. É assim com o senhor? Não, na verdade entrei para Carreira Policial Militar juntamente com meu irmão mais velho, e nos identificamos com a profissão, não tenho familiares militares. .Quando o senhor começou como militar?
Freqüentei o Curso de Formação de Soldado, concluído em 1985 e o Curso de Formação de Oficiais na Academia de Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, de 1988 a 1990. .É capixaba? Sim, natural de Vitória - ES .Quando o senhor soube que seria militar, que tinha certeza de que ingressaria na carreira? Com a proximidade de me alistar no serviço militar obrigatório surgiu a curiosidade a respeito da vida militar, e após ser dispensado do serviço obrigatório realizei concurso público para Polícia Militar no Estado. .Encontrou obstáculos? Não, fui superando as etapas até o final do concurso e entrei na Escola de Formação em 1984, como Aluno Soldado. .O senhor teve uma experiência singular fora do Brasil, poderia resumi-la para a coluna? Participei da Missão de Verificação das Nações Unidas em Angola-Africa (UNAVEM), de Janeiro de 1995 à janeiro de 1996. .Já atuou em que locais do Espírito Santo? No Quartel do Comando Geral, em Maruípe; no 4º Batalhão da PM-ES Município de Vila Velha e no 10º Batalhão da PM-ES, Município de Guarapari. .Quando chegou à Linhares? No dia 03 de Fevereiro de 2003. .Conhecia a cidade antes? Pouco, já havia estado na cidade antes a passeio. .E o quadro relativo à segurança em Linhares, Sooretama e Rio Bananal, que também fazem parte da 3ª Cia, já sabia o que iria encontrar? Muito pouco, busquei algumas informações com o Comandante que substitui, o convívio diário é a melhor forma de se atualizar. .O que mudou hoje, em relação ao que encontrou quando começou a chefiar a Terceira Cia? Nossa estrutura física, equipamentos utilizados diariamente no policiamento, treinamento e capacitação do efetivo e o relacionamento com a comunidade.
.Quantos policiais o senhor tem atualmente para atender Linhares, Soortema e Rio Bananal? Nosso efetivo atual é de 209 Policiais Militares. A maioria está concentrada no Município de Linhares, que tem maior demanda. Existe projeto de reestruturação de todo efetivo da Polícia Militar no Estado, um estudo esta sendo realizado para definir os quantitativos de cada unidade. .Certa feita, o senhor elaborou um projeto e entregou a um vereador, dando a sua contribuição para que a segurança ganhasse mais atenção em Linhares. Poderia resumir o projeto para os internautas? Inúmeros são os projetos que apresentamos até agora ao Município, Secretaria de Segurança Municipal, Câmara de Vereadores, Comando Geral e Conselho de Segurança Municipal. Cada um desses projetos voltados para áreas específicas, como por exemplo: Instalação de Câmeras de vídeo monitoramento, aquisição de veículos apropriados para policiamento na área rural do Município, descentralização de serviços da Sede da Compainha, Estruturação para aplicação PROERD nas escolas do Município, entre outros. Alguns saíram do papel, outros estamos na expectativa. .Major, como conhecedor dos gargalos que impedem o bom andamento quando o assunto é segurança, teria como citar pelo o menos dois, em nível de Estado e de Linhares? A dificuldade de acesso a determinados locais dificultam muito o trabalho das Polícias. São bairros ocupados irregularmente com becos, vielas, ruas sem pavimentação, iluminação ineficiente. São casas construídas de forma irregulares, entre vários aspectos tornam os ambientes favoráveis a prática de crimes e moradia daqueles que vivem a margem da Lei. .Qual seria a sua sugestão para minimizar ou resolver a situação? Determinadas situações só serão resolvidas a longo prazo, mas sem dúvida tornar esses ambientes em locais que permitam a boa convivência, com boa circulação, iluminação, áreas de lazer, oficinas além de permitir e acompanhar o ingresso de crianças as escolas, é uma boa proposta. .Além de ter quase 100 por cento de ligação com o tráfico de drogas, os homicídios em sua maioria têm os jovens como vítimas. O que fazer, em sua opinião, para mudar o quadro? A questão dos homicídios envolvendo jovens, tanto na condição de vítima como de autor, tem origem na base familiar, na falta de frequencia nas escolas, nos ambientes residenciais que proporcionam o convívio com a prática criminal, influencias externas sofridas pelos jovens. Mas, apesar de tudo, nós temos o que comemorar: a média de janeiro a julho foi de 12 homicídios por mês e caiu para 4 em agosto.
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